Em outros dizeres, questões polêmicas serão decididas, em última instância e em caráter erga omnes, por uma corte formada por operadores do direito - estes, pelo menos até o momento, verdadeiros cientistas do direito.
O tiro sairá pela culatra, e o poder judiciário (que até o momento vem causando a infelicidade do camada conservadora no Brasil determinando ser lícito casamento homoafetivo, e sinalizando entendimento progressivo no tocantes a demais temas polêmicos) será CONVIDADO pelas próprias associações religiosas, a decidir questões polêmicas que antes não o poderia sob pena de violar o poder legislativo. Ao meu ver, isso tão somente catalisará o progresso de discussões há muito caducas, mas que permanecem vivas - seja por interesse ou por ignorância inocente - no seio popular mais conservador. Talvez meu discurso mude quando o lobby evangélico perceber que se controla bem mais um país elegendo um Ministro do STF do que elegendo um Deputado Federal, mas até lá...
Por fim, aplicando-se a isonomia, também se abrirá uma porta para demais associações como a própria ATEA, possam, igualmente, propor ADINS. Pelo pouco que sei, não acho que essa é a intenção do lobby evangélico, permitir que grupos com posicionamento antagônico tenham esse poder de questionar as leis que seus deputados aprovam.